quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Açores - Ilha das Flores (4ºdia)































Aterramos nas Flores ao final da manhã, com chuva. A viagem fora tranquila, com vistas espectaculares sobre as ilhas do grupo central e o imenso Atlântico. Tratamos das formalidades junto do rent-a-car e iniciamos a nossa jornada, naquele que é o ponto mais ocidental da Europa. Dado o adiantar da hora, aproveitamos para almoçar na Lanchonete Orquídea, um pequeno oásis em Santa Cruz, onde a oferta de restauração é mesmo muito reduzida!

Entre o mar e a pista de aterragem do aeroporto, eis Santa Cruz das Flores!





















Findo o repasto, iniciamos a viagem até à localidade de Fajã Grande, situada na parte ocidental da ilha, onde ficamos alojados. A viagem, de aproximadamente 20 km, é absolutamente deliciosa. No miradouro do Pico da Casinha, a escassos minutos de Santa Cruz, conseguimos ter uma vista privilegiada sobre a região central da ilha, predominantemente montanhosa.

Miradouro do Pico da Casinha.






















Continuamos a subida até ao maciço central, onde pontificam alguns dos elementos mais característicos desta ilha açoriana. São inúmeras as lagoas de origem vulcânica aqui presentes, bem como as placas na estrada que nos impelem a visitá-las. Seguimos até à Fajã Grande, para nos instalarmos. O inicio da descida leva-nos até ao miradouro Craveiro Lopes e a uma das mais dramáticas e belas imagens das Flores. As imagens falam por si...


A Fajã Grande é uma das maiores freguesias do concelho das Lajes das Flores. São cerca de 200 os habitantes que vivem no sopé das falésias da costa oeste da ilha, divididos entre os lugares de Fajã Grande, Fajãzinha e Cuada. Delimitada pelo imenso oceano azul e pelo verde exuberante da enorme falésia, que atinge os 600 metros no seu ponto mais alto, a Fajã Grande é um local de enorme beleza, paz e tranquilidade. Açores ao mais alto nível!!!

Ficamos alojados na Casa da Cascata do Ferreiro, uma excelente propriedade situada em meio rural, com uma vista idílica para o mar, falésia e a poucos metros da belíssima queda de água do Poço do Bacalhau.
































Uma vez efectuado o check-in no alojamento decidimos fazer uma breve incursão pelas ruas da Fajã Grande. A escassos metros da propriedade existe uma área de lazer bem cuidada, contígua à zona balnear da fajã, e um merendário. Aí tem início uma rua marginal, que atravessa toda a frente marítima da freguesia, sobre escoadas basálticas, que serve de acesso às piscinas naturais de Salema; no extremo oposto, sobranceira ao mar, encontramos a Ermida da Ponta da Fajã Grande.


Piscinas naturais de Salema.





























Ermida da Ponta da Fajã Grande.

O calor era intenso e o azul do mar irresistível, pelo que foi com naturalidade que decidimos dispensar um bom par de horas para uns mergulhos no Atlântico. A temperatura da água é maravilhosa e a vista para as falésias e escarpas inesquecível! É um daqueles momentos em que parece estarmos a viver um sonho!!!






O movimento nas ruas é escasso, quase inexistente, nesta altura do ano. Ficamos estarrecidos quando entramos no único mini mercado da Fajã Grande e verificamos a quase total inexistência de stocks! O isolamento é real e quase palpável. Viver no paraíso tem o seu preço!

Decidimos voltar a Santa Cruz das Flores, para comprar alguns víveres. Durante a subida efectuamos um pequeno desvio em direcção ao Miradouro do Portal, que nos presenteou com uma vista soberba sobre a Fajãzinha.

Fajãzinha.



As zonas urbana, comercial e histórica de Santa Cruz das Flores ocupam toda a área a este da pista de aterragem do aeroporto e é aí que encontramos a maior parte dos serviços e lojas. O nosso propósito seria o centro comercial Flor Atlântico, onde compramos alguns mantimentos.

Centro comercial Flor Atlântico, Santa Cruz das Flores. 









No regresso à Fajã Grande, já com o sol a esconder-se no horizonte, ainda conseguimos avistar a Lagoa da Lomba e a Lagoa Funda, dois monumentos naturais de grande beleza. A descida até à Fajã Grande, a segunda do dia, foi, uma vez mais, épica. A paisagem é verdadeiramente impressionante e o sol de final de tarde ajudou a dar um colorido lindíssimo às falésias verdejantes.


Lagoa da Lomba.

Lagoa Funda.










Para o final do dia estava reservado um espectáculo único, mágico e muito ruidoso. Depois de um dia passado no mar, os cagarros (Calonectris Borealis), a mais conhecida e abundante ave marinha dos Açores, regressam a terra, fazendo voos a baixa altitude e emitindo uma sonoridade inacreditável! É um espectáculo sonoro que dura horas, noite dentro. O som é característico e impossível de esquecer!!


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Cabides divertidos




















Hoje partilho uns divertidos cabides que personalizei e ofereci no Natal passado. 
Adoro presentes personalizados, idealizados e concretizados a pensar nas pessoas a quem serão oferecidos! Valorizo muito toda a dedicação e atenção que é dada na sua criação.
Desta vez decidi pirogravar, num conjunto de cabides de madeira, frases divertidas, relacionadas com os destinatários. Optei por pirogravar, porque adoro esta arte de desenhar, queimando a madeira, mas se gostou da ideia e não possui um pirogravador pode sempre pintar ou simplesmente decorar os cabides recorrendo, por exemplo, a colagens e aplicações!
Duas das grandes vantagens desta ideia é permitir criar presentes úteis, únicos e unisexo.
Além disso, na minha opinião, os cabides de madeira são mais bonitos, elegantes e amigos do ambiente do que os cabides em plástico!

























Gostou da ideia? Vai experimentar?



sábado, 19 de janeiro de 2019

Escova de cabelo pirogravada



Esta escova, que partilho hoje, foi criada com muito carinho para ser oferecida no Natal passado. Como tenho gostado muito dos resultados anteriores decidi, novamente, decorar uma escova de madeira lisa com um desenho que encontrei na internet. O desenho desta elegante figura feminina foi cuidadosamente escolhido e gravado com um pirogravador, utensílio que queima a madeira. 






No cabo da escova foi gravado o nome da pessoa que foi contemplada com este presente!


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Grinalda de Natal / Christmas wreath 2018






























Todos os anos gosto de renovar a decoração de Natal da porta de entrada da nossa casa! Não tem necessariamente de ser muito elaborada e muito menos comprada (gosto que seja única!).
Por este motivo, este ano decidi reaproveitar a base da grinalda de Natal de 2017 e adornar com uma simpática rena que tinha aqui em casa, que me foi oferecida num Natal anterior. A rena foi decorada com um laço que fiz em feltro, com a preciosa ajuda de cola quente, e fixada à grinalda com arame fino.


























Uma ideia simples, económica e personalizada para dar as boas-vindas à nossa casa!
Reutilize e reinvente as suas decorações de Natal! Vai adorar o resultado e a natureza agradece!
Feliz 2019!!






sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Presépio construído com seixos




Desafiados por um concurso na escola dos mais pequenos, este ano criámos um presépio amigo do ambiente, privilegiando o uso de materiais naturais.
O presépio foi construído com seixos, facilmente recolhidos numa praia bem próxima da zona onde vivemos. Começámos por seleccionar os seixos por tamanho e cores diferentes e imaginar o cenário.

















Com cola quente fixámos os seixos conforme planeámos. Após todo o processo de colagem, sentimos que a adição de alguns itens poderia enriquecer o nosso presépio... Uma voltinha pelo jardim da nossa casa... e facilmente ficámos inspirados!

Encontrámos folhas secas, com um tom amarelo dourado, que foram recortadas para dar forma às coroas dos Reis Magos.

Os três Reis Magos



















Os presentes dos Reis Magos foram criados com pequenas porções de casca de carvalho, uma pedrinha, uma porção de folha seca e dois laços feitos com fitas de plantas secas.
Usámos pequenos paus para simular os cajados (do pastor e de José).

O pastor com uma ovelha e os três Reis Magos






































A manjedoura ficou mais completa com palhinhas... que foram feitas com restos de madeira serrada!

O menino Jesus na manjedoura

Ovelha junto ao menino Jesus





































Por fim, não resisti em usar pequenas porções de arame para enriquecer as figuras principais do presépio: Jesus, Maria e José.

Jesus, Maria e José






























Gostámos muito do resultado! Por isso decidimos partilhar!
















terça-feira, 27 de novembro de 2018

Pinça de madeira pirogravada (Natal)


























Com o mês de Dezembro a aproximar-se porque não pensar antecipadamente em presentes originais e mais amigos do ambiente?

Este utensílio de cozinha (uma pinça) foi pirogravado há um ano atrás, com um tema natalício, para uma troca de prendas. Por um lado, consistiu num presente unisexo e personalizado, por outro lado, uma peça útil, em madeira, um material amigo do ambiente!

Os resíduos plásticos constituem um problema muito actual (e real!) ao qual devíamos dar uma pouco mais da nossa atenção. Constantemente somos desafiados a reduzir o seu uso... por isso aqui fica uma sugestão simples, para começarmos já com pequenos gestos!


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Pulseira de madeira pirogravada (filhos)
















Esta pulseira é uma lembrança que fiz para oferecer a uma amiga, no dia do seu aniversário. Conhecendo toda a dedicação e orgulho que manifesta pelos seus filhos  (uma menina e um menino) decidi recorrer à pirogravura para gravar desenhos alusivos a esse tema numa bracelete de madeira.


















Os seus nomes foram inscritos no desenho que simboliza o infinito.

















O resultado agradou-me imenso! Um adorno personalizado com muito significado para a aniversariante!

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Bolinhos de Alfarroba e Mel















Deliciosa opção para o lanche e sem adição de açúcar, estes bolinhos de alfarroba e mel lembram o sabor do chocolate... sem chocolate!
A receita original foi encontrada na internet e, desde que provei, fiquei fã!
Aqui fica o passo-a-passo para quem quiser experimentar:


Ingredientes (para cerca de 20 bolinhos):
50g farinha de alfarroba
170g farinha de trigo sem fermento + 2 c. (chá) de fermento em pó
(se não tiver fermento, pode usar 170g de farinha de trigo com fermento, já experimentei e não notei diferença!)
80g margarina vegetal amolecida
5 c. (sopa) de mel


Preparação:

Começar por misturar as farinhas e o fermento.

























Adicionar a margarina amolecida (coloco uns segundos no microondas).
















Envolver bem até obter uma mistura areada. Adicionar o mel.
















Misturar tudo muito bem, até obter uma massa moldável.
















Moldar bolinhas, com cerca de 2,5cm de diâmetro e dispor sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal. Achatar um pouco as bolinhas.
















Sugiro que sejam decorados com amêndoas laminadas, ficam lindos e muito saborosos!
















Levar ao forno pré-aquecido a 190ºC e deixar cozer 15min. (se deixar mais tempo os bolinhos ficam demasiado endurecidos).










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