quarta-feira, 2 de novembro de 2016

ILHA DA MADEIRA 2016 (4º Dia): Eira do Serrado (e Curral das Freiras) - Pico do Areeiro e Ninho da Manta - Ribeiro Frio - Miradouro dos Balcões























O quarto dia que passámos na Madeira em Agosto de 2016 (clique aqui para visualizar o terceiro dia) foi, sem dúvida, arrebatador!


EIRA DO SERRADO (e Curral das Freiras)

Após um belo pequeno-almoço, começámos o dia em direção ao Miradouro Eira do Serrado, situado a uma altitude de 1095m, com esperança de conseguir avistar o "coração" da Ilha: a freguesia de Curral das Freiras e as enormes montanhas que a rodeiam.
A estrada que percorremos em direção a este miradouro pareceu-nos muito estreita, principalmente quando cruzávamos com autocarros em sentido contrário, mas a paisagem prometia e seguimos confiantes!

Estrada a caminho da Eira do Serrado
























Quando chegámos ao Miradouro Eira do Serrado ficámos impressionados com a sua altitude e com a paisagem que oferecia!

Miradouro Eira do Serrado




























É impressionante perceber o isolamento de Curral das Freiras, rodeada de montanhas!

Curral das Freiras vista a partir do Midarouro Eira do Serrado























As enormes montanhas, que compõem o maciço central da Ilha, completam uma paisagem soberba!

Curral das Freiras rodeada pelas montanhas do maciço central da Ilha

Vista do Miradouro Eira do Serrado

Vista do Miradouro Eira do Serrado para o vale de Curral das Freiras

Animados com a belíssima paisagem, seguimos em direcção ao Pico do Areeiro. Após serpentearmos encosta acima, encontrámos outro miradouro que nos proporcionou uma nova perspectiva do maciço central.

Vista sobre o maciço central da Ilha que rodeia Curral das Freiras























Paisagem a caminho do Pico do Areeiro























Paisagem a caminho do Pico do Areeiro

























PICO DO AREEIRO e NINHO DA MANTA

O Pico do Areeiro, com 1818m de altitude, é o segundo ponto mais alto da ilha da Madeira, a seguir ao Pico Ruivo com 1862m. Assim que chegámos identificámos a polémica Estação de Radar nº 4 da Força Aérea Portuguesa. Além do impacto negativo na paisagem, esta estação interfere no espaço ocupado pela Freira da Madeira (Zino's Petrel), uma espécie endémica da ilha que detém o estatuto de ave marinha mais ameaçada do mundo, com apenas 30 casais a nidificarem nestes maciços rochosos. 



























Aqui encontrei a paisagem que mais me impressionou na ilha da Madeira! A partir do Miradouro do Pico do Areeiro é possível ter uma perspectiva incrível sobre as montanhas que constituem o maciço central da Ilha!

Vista das montanhas a partir do Miradouro do Pico do Areeiro















Com as nuvens abaixo dos nossos pés, parecia que estávamos no céu!

Vista das montanhas a partir do Miradouro do Pico do Areeiro
























Neste local tem início a belíssima vereda entre o Pico do Areeiro e o Pico Ruivo. Trata-se de um percurso pedestre de dificuldade elevada, com dois troços possíveis, o menor com 5,6 km de extensão e o maior com 7 km. Partindo do Pico do Areeiro é possível atingir o Miradouro do Ninho da Manta (assinalado na imagem em baixo), embora o percurso bastante acidentado não convide a passeios com crianças pequenas. Mas não resistimos! E com toda a cautela possível, avançamos em direcção ao Ninho da Manta, local onde, supostamente, nidificava a ave de rapina com o nome comum de Manta (Buteo buteo) ou milhafre.

Miradouro Ninho da Manta avistado a partir do Miradouro do Pico do Areeiro























Vista para o Miradouro Ninho da Manta















Cautelosamente (este perigoso percurso não é recomendado a quem tem problemas de vertigens...) seguimos pela estreita vereda.

Vertiginoso percurso entre o miradouro Ninho da Manta e o Pico do Areeiro



























Percurso entre o Pico do Areeiro e o miradouro do Ninho da Manta



























A noção do perigo é constante, e todo o cuidado é necessário para não haver um deslize... em direção ao precipício! Uma verdadeira aventura!

Percurso para o Ninho da Manta (desde o Pico do Areeiro)





























Vereda entre o Pico do Areeiro e o Ninho da Manta



























Estávamos radiantes quando chegámos ao Ninho da Manta! Nenhuma fotografia consegue captar a beleza, a imensidão da paisagem!

Chegada ao Ninho da Manta



























O Miradouro parecia suspenso sobre as nuvens!!

Miradouro Ninho da Manta

























Montanhas avistadas a partir miradouro do Ninho da Manta












Regressámos ao Pico do Areeiro (pelo mesmo caminho, claro!)... e palavras para quê? Uma beleza indescritível!
Estávamos radiantes por termos conseguido!
























Após uma manhã tão enriquecedora regressámos ao Funchal, para almoçar e relaxar na "nossa" piscina!





RIBEIRO FRIO

No final do almoço, seguimos para Ribeiro Frio, com o grande propósito de percorrer uma levada!
Saímos do Funchal com sol mas, assim que subimos as montanhas, o clima mudou tornando-se cinzento e frio.
Ribeiro Frio situa-se num vale profundo no norte da ilha, rodeado de montanhas, onde existe uma vasta mancha da floresta Laurissilva.

Ribeiro Frio























Trata-se de um parque florestal  conhecido pelos seus belíssimos trilhos na natureza e pelas suas piscinas de cultura de trutas para repovoamento das linhas de água da Ilha.
Começámos por visitar estas piscinas, onde pudemos ver as trutas separadas por diferentes tamanhos.

Trutas pequenas em Ribeiro Frio





















Trutas em maturação em Ribeiro Frio























Trutas adultas em Ribeiro Frio

Piscinas de cultura de trutas em Ribeiro Frio








































Uma viagem à ilha da Madeira não ficaria completa sem conhecer uma das suas famosas Levadas! Decidimos por esse motivo conhecer os Balcões,


BALCÕES
Este pequeno trilho pedestre de cerca de 1,5km (+1,5km de volta), conhecido por ser muito acessível, tem início em Ribeiro Frio e termina numa paisagem arrebatadora no Miradouro dos Balcões, que proporciona vistas incríveis sobre o vale profundo da Ribeira da Metade e da freguesia do Faial. O percurso acompanha a levada da serra do Faial e permite encontrar importantes espécies vegetais e animais da floresta Laurissilva.
A queda de alguns chuviscos não nos demoveu e lá começámos o percurso, desde Ribeiros Frio até ao Miradouro dos Balcões.

Floresta exuberante a caminho do Miradouro dos Balcões























Levada que acompanhamos até ao Miradouro dos Balcões








































Floresta exuberante a caminho dos Balcões

























Quando chegámos ao miradouro tivemos uma sensação de cortar a respiração!! Sentimo-nos suspensos sobre a paisagem, ao nível das nuvens, num precipício belíssimo sobre o vale completamente coberto por floresta! Suberbo!

Miradouro dos Balcões.




























O entusiasmo era ainda maior por sabermos estar perante uma mancha da valiosíssima floresta Laurissilva, classificada como Património Mundial da UNESCO. Trata-se de uma floresta de grande diversidade biológica, conhecida como "produtora de água" e onde predominam espécies de árvores da família das laureáceas (do latim, Laurissilva resulta da conjugação de laurus com silva, que significa respectivamente loureiro e floresta). Originária da Macaronésia (região formada pelos arquipélagos da Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde), é nas terras altas da Madeira que esta floresta tem maior expressão e onde se encontra a sua maior e mais bem conservada mancha.


Vista a partir do Miradouro dos Balcões para Faial























Vista sobre o vale a partir do Miradouro dos Balcões.























Vista a partir do Miradouro dos Balcões

Vista sobre a floresta laurissilva a partir dos Balcões


Sabíamos que este local era ótimo para quem pratica observação de aves (birdwatching), mas não esperávamos uma visita tão próxima de um curioso tentilhão! Foi espetacular! Os miúdos estavam encantados com ele, sempre por perto, a saltitar e a cantar...


Tentilhão no Miradouro dos Balcões



Aves que podem ser avistadas nos Balcões

Regressámos ao carro, em Ribeiro Frio, muito satisfeitos com as duas caminhadas realizadas nesse dia! Os miúdos adoraram e portaram-se lindamente!!

De volta ao Funchal, passamos entre florestas que pareciam encantadas!... A Madeira não parou de nos surpreender, é um verdadeiro tesouro na Natureza!



Clique aqui para visualizar o 5º dia na Madeira...

domingo, 23 de outubro de 2016

ILHA DA MADEIRA 2016 (3º Dia): São Vicente (Grutas e Centro de Vulcanismo) - Miradouro Véu da Noiva - Seixal - Porto Moniz (Piscinas naturais) - Miradouro Achadas da Cruz - Calheta










































Terminado o segundo dia na costa norte da ilha da Madeira (para visualizar clique aqui), decidimos começar o terceiro dia também na costa norte, mais propriamente em São Vicente.


SÃO VICENTE

O dia amanheceu cinzento e com alguns chuviscos. A partir de Ribeira Brava, percorremos a estrada que atravessa a ilha até chegar ao belíssimo vale de São Vicente, vila famosa pelas suas Grutas e Centro de Vulcanismo.
As Grutas de São Vicente formaram-se na sequência de uma erupção vulcânica em Paúl da Serra, há cerca de 890 mil anos. A zona exposta a temperaturas mais baixas, na superfície, solidificou rapidamente, enquanto no interior continuou a escorrência de lava e gases, originando a formação tubos de lava no subsolo (as grutas que podemos percorrer hoje). 

Vale de São Vicente junto ao parque de estacionamento das Grutas e Centro de Vulcanismo.
























Entrada para as Grutas de São Vicente
























A visita guiada começou nas Grutas de São Vicente, onde pudemos ver estalactites de lava e acumulações de lava solidificada, em tubos de lava, assim como pequenos lagos de água transparente, num percurso misterioso e invulgar, artificialmente iluminado. É esta fonte de luz, aliás, que suporta a existência de pequenas plantas neste local. 

Tubo de lava (agora solidificada) nas Grutas de São Vicente
























Tubo de lava - Grutas de São Vicente







































Lago transparente nas Grutas de São Vicente
























No final da visita às grutas acedemos ao Centro de Vulcanismo, um espaço que permite, através de exposições e apresentações audiovisuais (que os miúdos adoraram!), aprender um pouco mais sobre vulcões e dinâmica da Terra, assim como sobre a história destas grutas e da formação do Arquipélago da Madeira.
Sem dúvida, muito interessante!

Jardins envolventes das Grutas e Centro de Vulcanismo de São Vicente























Terminada a visita, dirigimo-nos para o Sítio do Calhau, junto à costa, ainda em São Vicente, onde nos informaram haver  muitos locais para almoçar. Foi aqui que degustámos o famoso Picadinho (ou Picado Regional) da Madeira. 
Antes de partir ainda passámos junto à Capela de São Vicente, na foz da ribeira, construída no século XVII, no interior de um rochedo de basalto onde, segundo a lenda, São Vicente apareceu.

Vale de São Vicente, junto à costa
























No final do almoço continuámos pela costa norte em direção a oeste, por entre túneis que actualmente evitam os precipícios da antiga estrada regional. São visíveis muitos troços dessa estrada, entretanto encerrada, que permitem imaginar a beleza e a perigosidade de circular em vias tão difíceis.
O miradouro do Véu da Noiva, antes de chegar a Seixal, foi paragem obrigatória!



MIRADOURO DO VÉU DA NOIVA

O Miradouro do Véu da Noiva permitiu-nos aceder a uma das mais emblemáticas paisagens da Madeira. A partir deste miradouro é possível ter uma agradável perspectiva da costa Norte da ilha, embelezada por uma cascata que, pela sua aparência, é conhecida como Véu da Noiva. Esta cascata jorra em direção ao mar por cima da antiga estrada regional, agora interdita por razões de segurança.

Cascata Véu da Noiva a partir do miradouro com o mesmo nome.







































Continuando pela estrada junto à costa, seguimos para Seixal.


SEIXAL

Situado entre São Vicente e Porto Moniz, Seixal merece, sem dúvida, mais uma paragem.

Vista sobre Seixal

Seixal tem uma bonita praia de areia preta (fina), assim como uma piscina natural cheia de peixes, que convidava a um mergulho, não fosse a chuva continuar a cair...

Praia em Seixal


Piscina natural do Seixal
















A vista para o Véu da Noiva e costa norte envolta em neblina era soberba!


Vista para a costa Norte (e para o Véu da Noiva) a partir de Seixal
























Retomando a estrada continuámos para Porto Moniz.


PORTO MONIZ

O grande propósito da nossa visita a Porto Moniz foi experimentar as suas famosas piscinas naturais, mas a chuva insistiu em cair e tivemos de ficar pela simples contemplação. Estas piscinas são formadas por rocha vulcânica e naturalmente inundadas pelo mar, criando uma excelente zona para banhos.
Piscinas naturais de Porto Moniz
























Piscinas naturais de Porto Moniz





Desde Porto Moniz, subimos por uma estrada em espiral e encontrámos o Miradouro da Santa, que nos proporcionou uma espectacular perspectiva sobre Porto Moniz e as suas piscinas naturais, assim como o Ilhéu Mole.


Vista de Porto Moniz (com as suas piscinas naturais) e do Ilhéu Mole vista a partir do Miradouro da Santa
























Continuámos em direção a Achadas da Cruz, por uma estrada linda, com troços de floresta exuberante, não pertencesse esta zona à Costa da Laurissilva, uma importante mancha florestal da ilha da Madeira, reconhecida pela UNESCO como Património Mundial Natural e pertença bio-cultural da humanidade.



MIRADOURO DE ACHADAS DA CRUZ

A passagem pelo Miradouro de Achadas da Cruz foi muito breve, pois a chuva estava imparável. Ainda assim conseguimos ter uma rápida perspectiva da bela fajã de Achadas da Cruz e do seu teleférico (com um declive incrível!). Este local situa-se na transição entre a costa norte e a costa sul da ilha da Madeira.
Miradouro de Achadas da Cruz, vista para a fajã... e teleférico!














Continuando a estrada para sul, ficámos agradavelmente surpreendidos com uma melhoria rápida do clima. Subitamente a chuva parou e havia sol!!
Ainda fizemos uma pequena paragem em Jardim do Mar, uma vila pitoresca à beira mar, conhecida em todo o mundo por ser o melhor spot para a prática de surf na Madeira, mas foi em Calheta que decidimos passar o final do dia.


CALHETA

Calheta encantou os miúdos, no final de um dia tão chuvoso, quando fomos presenteados com muito sol, calor e duas praias protegidas, de areia dourada (artificiais)!

Praia da Calheta

























A água do mar estava uma delícia!
O final de tarde foi tão agradável que ficámos na praia até o sol se pôr!

Pôr-do-sol em Calheta



Clique aqui para visualizar o 4º dia na Madeira...

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

ILHA DA MADEIRA 2016 (2º Dia): Funchal (teleférico) - Monte (Carros de Cesto) - Machico - Ponta de São Lourenço - Santana - Faial




























Decorrido o nosso primeiro dia (clique aqui para visualizar) de uma semana na Madeira (entre 23 e 30 de Agosto de 2016), decidimos iniciar o segundo dia com uma bela perspectiva sobre o Funchal.


TELEFÉRICO FUNCHAL - MONTE

Após um belo mergulho matinal na piscina do nosso alojamento, saímos em direção à Zona Velha do Funchal, mais propriamente ao Jardim do Almirante Reis, de onde parte o Teleférico para o Monte. Nos primórdios do século XX a ligação (muito apreciada pelos turistas) desde o Funchal até ao Monte era feita num comboio a vapor, que permaneceu em serviço até 1943. Mais de meio século depois, em 2000, foi inaugurado o Teleférico do Funchal, que proporciona de novo uma belíssima e confortável viagem pelo ar.

Vista sobre o Funchal a partir do teleférico






















A viagem neste teleférico é feita em 15 minutos, num percurso inclinado com 3200m de comprimento, que vence um desnível de 560m! As vistas proporcionadas sobre toda a baía do Funchal e pela encosta até ao Monte são soberbas! Valeu mesmo a pena experimentar!

Vista sobre a cidade do Funchal a partir do teleférico























Vista para as encostas do Funchal, a partir do teleférico























Vista sobre a baía do Funchal a partir do teleférico























MONTE e os seus Carros de Cesta

O Monte é um local de paragem obrigatória para quem deseja contemplar vistas impressionantes sobre a baía do Funchal, rodeado de uma vegetação luxuriante. Aqui podem ser visitados os seus famosos Jardins, a Igreja de Nossa Senhora do Monte... Mas para quem gosta de adrenalina, são imperdíveis os Carros de Cesto!

Carros de Cesto e os carreiros trajados a rigor

Um dos grandes propósitos da nossa subida ao Monte foi fazer uma viagem alucinante num destes carros, produzidos artesanalmente com vimes e madeira, que são conduzidos e controlados por dois carreiros trajados de branco com chapéu de palha na cabeça que usam as próprias botas com grossas solas de borracha como travões!

Um Carro de Cesto a deslizar no Monte


























O entusiasmo era grande! Estávamos ansiosos por experimentar!
Foi preparado um belíssimo Carro de Cesto de 3 lugares para podermos descer juntos, pais e as três crianças!

O belíssimo Carro de Cesto onde fizemos a nossa espetacular descida
































Conduzidos e controlados com destreza por dois carreiros, começamos a nossa aventura!

Um dos carreiros na nossa descida em Carro de Cesto






































Durante cerca de 10 minutos, percorremos cerca de 2 Km de uma estrada com um declive incrível com curvas apertadas,  onde o carro seguia velozmente e muitas vezes de lado, até à localidade do Livramento. O entusiasmo era enorme, os miúdos sorriam, deliciados com a experiência! E os graúdos também!!

A nossa descida em Carro de Cesto... Yeahhhhh!!!!






































A viagem em Carro de Cesto foi simplesmente... espectacular!!! Não admira este ex-libris tenha sido considerado em 2015 como um dos sete meios de transporte mais "fixes" do Mundo ("7 of the world´s coolest commutes") pelo portal de viagens da CNN. Recomendo!!


Após uma manhã repleta de animação, decidimos começar a tarde em Machico.


MACHICO

Machico foi a primeira capital da Madeira onde, em 1420, amararam os primeiros colonizadores.  Nesta cidade existem duas belas praias, lado a lado: uma em calhau e areia condizente com a origem vulcânica da ilha, e uma outra de areia amarela importada de Marrocos.

Machico

Praia de calhaus em Machico

Praia de areia amarela em Machico
































Com o propósito de conhecer a Ponta de São Lourenço, seguimos em direção a Caniçal, uma povoação que até à inauguração de um túnel em 1955 se manteve isolada do resto da ilha. O terreno muito acidentado nessa zona impossibilitava a ligação terrestre a Machico, que apenas se fazia por via marítima ou pedonalmente através de uma estreita vereda construída para o efeito.


PONTA DE SÃO LOURENÇO

A Ponta de São Lourenço, de origem vulcânica, é o extremo mais oriental da ilha da Madeira.

Ponta de São Lourenço























Constitui uma Reserva Natural de beleza indescritível, com uma paisagem árida com tons amarelos, castanhos e laranjas muito contrastantes com o predominante verde da ilha.

Paisagem da Ponta de São Lourenço



















Aqui existe uma percurso pedestre (Vereda da Ponta de São Lourenço) que queríamos experimentar, mas decidimos esperar que os miúdos cresçam mais um pouco...

Vereda da Ponta de São Lourenço

É impossível ficar indiferente às características geológicas deste local... há rochas que parecem brotar por todo o lado!

Pormenor das rochas na Ponta de São Lourenço

Pormenor das rochas na Ponta de São Lourenço

Daqui foi possível avistar de novo as Ilhas Desertas...

Ponta de São Lourenço e as Ilhas Desertas no horizonte

Continuámos viagem para o miradouro Ponta do Rosto onde contemplamos a costa norte e a costa sul da ilha da Madeira, assim como Porto Santo na linha do horizonte, num vislumbre muito ténue, que não é fácil descobrir na foto...

Miradouro Ponta do Rosto

Um vislumbre de Porto Santo na linha do horizonte (abrir imagem para melhor visualização).

No regresso (novamente por Caniçal) avistámos a famosa Prainha, a única praia de areia preta natural da ilha.

Prainha

Prainha

Regressamos a Machico e tomámos a direção de Santana.


SANTANA

Após percorrermos túneis e mais túneis (não fosse a ilha da Madeira ter pelo menos 180 túneis), chegámos a Santana.
Santana é uma vila icónica da ilha da Madeira, pelas suas tradicionais casas triangulares construídas com pedra natural e colmo (a imagem que todos reconhecemos nos postais da Madeira).
Junto à Câmara Municipal de Santana encontra-se o Núcleo de Casas Típicas de Santana, onde é possível contemplar alguns exemplares e adquirir alguns produtos regionais.

Exemplares de casas típicas do Núcleo de Casas Típicas de Santana





Nas redondezas é possível ver outros exemplares das casas típicas.

Casa Típica de Santana

Ainda no Concelho de Santana decidimos conhecer o Miradouro da Rocha do Navio, onde existe o teleférico que permite descer até à fajã. O nome Rocha do Navio deve-se a um naufrágio de uma escuna de nacionalidade Holandesa no século XIX. Este local é uma Reserva Natural exclusivamente marinha de grande valor natural, científico e cultural, onde se destaca a presença de lobos-marinhos, um mamífero fortemente ameaçado de risco de extinção, o valiosíssimo património botânico e a sua avifauna, sendo um importante local de nidificação de aves marinhas.
Na paisagem destaca-se o Ilhéu da Rocha do navio ou Ilhéu da Viúva.

Reserva Natural da Rocha do Navio vista a partir do miradouro do teleférico que faz ligação até às suas fajãs.























Continuámos a percorrer a costa norte em direção a Porto da Cruz, avistámos a impressionante rocha da Penha de Águia e parámos em Faial.


FAIAL

Com o dia a terminar e mesmo com os primeiros chuviscos a cair, não resistimos usufruir do agradável (e gratuito) Complexo Balnear da Foz da Ribeira do Faial. Para os miúdos existe um parque e uma piscina infantil de água salgada. Os graúdos têm ao seu dispôr uma pequena praia de calhau abrigada numa pequena enseada na foz da Ribeira... num enquadramento perfeito para um belo mergulho!

Praia de calhau do Complexo Balnear da Foz da Ribeira do Faial

Praia de calhau do Complexo Balnear da Ribeira do Faial

Desde a nossa chegada a este local, não conseguimos ficar indiferentes à presença, junto à foz da Ribeira, de uma impressionante disjunção prismática, ou colunar (estrutura interna típica e comum em muitas rochas vulcânicas), numa espessa escoada basáltica, que mais tarde soubemos que constitui um dos afloramentos mais representativos do género na ilha da Madeira!
Uma belíssima obra da Natureza para terminar o dia!

As espetaculares disjunções prismáticas da Foz da Ribeira do Faial

Clique aqui para visualizar o terceiro dia na Madeira...
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