quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Açores - Ilha Terceira (2ºdia)





























O segundo dia na Ilha Terceira revelou-se intenso e cheio de boas experiências. Começamos, bem cedo, por percorrer a costa em direcção à cidade e concelho de Praia da Vitória. A primeira paragem aconteceu em Porto Martins, junto às piscinas naturais.

Piscinas naturais de Porto Martins.












Embora convidativas, decidimos continuar a explorar a ilha e deixar os mergulhos para mais tarde.

Depois de uma breve passagem pelo centro da Praia da Vitória, iniciamos a subida da Serra do Cume, para do alto dos seus 545 metros contemplarmos aquela que é uma das paisagens mais distintas e marcantes da Ilha Terceira. Para além do imenso mosaico agrícola, conhecido como manta de retalhos, é possível observar várias formações daquele que é o mais antigo complexo vulcânico dos Açores, o Vulcão dos Cinco Picos, um estratovulcão de grandes dimensões. A Serra do Cume a a Serra da Ribeirinha são os bordos visíveis desta caldeira de colapso, onde abundam cones de escórias de idade mais recente. Também é possível observar o Vulcão Guilherme Moniz, na vertente nascente da Serra do Cume.

Miradouro da Serra do Cume.
 




Vista sobre Praia da Vitória e a freguesia das Lajes.

























O calor começava a apertar e, por isso, decidimos regressar a Porto Martins, para os nossos primeiros mergulhos a sério no Atlântico. Trata-se de um complexo vigiado, com um pequeno areal, uma zona de banhos protegida da ondulação (ideal para crianças) e outra onde é possível nadar em mar "aberto". Por aqui ficamos, até ao final da manhã.































Regressamos à Ribeirinha, para o almoço, e pelo caminho fomos registando algumas das paisagens mais representativas da Ilha Terceira, como o imenso mar azul e o rendilhado tradicional das áreas de cultivo.

Ilhéus das Cabras.





Após o almoço fomos visitar um dos mais espectaculares fenómenos naturais da Ilha Terceira, o Algar do Carvão. Durante a viagem até ao Algar do Carvão fizemos uma breve paragem para contemplar a caldeira Guilherme Moniz, a maior dos Açores, com cerca de 15 km de diâmetro. Inserida numa área protegida por lei, esta caldeira encontra-se parcialmente coberta por extensas áreas de vegetação endémica (e por isso única no mundo) e encerra, debaixo das escoadas lávicas da erupção do Algar do Carvão, o maior reservatório de água da ilha.

Caldeira Guilherme Moniz, densamente preenchida por vegetação endémica.


A escassos minutos da caldeira Guilherme Moniz encontramos o Algar do Carvão. Trata-se de uma chaminé do maciço do Pico do Carvão, um vulcão do tipo estromboliano, cuja origem está associada à actividade do vulcão Pico Alto. O acesso ao local é bastante fácil e a entrada na chaminé é feita através da casa de apoio ao Algar, um pequeno edifício de pedra basáltica perfeitamente integrado numa área de vegetação luxuriante.

O Algar é um verdadeiro fenómeno! É uma imensa estrutura, com cerca de 90 metros de profundidade e uma abertura superior (cratera) de 15x20 metros. As paredes internas do Algar apresentam uma paleta de cores indescritível, onde predominam o ferro e a sílica, e formações verdadeiramente únicas, nomeadamente estalactites e estalagmites de sílica amorfa, de tom branco e veios férreos, em resultado da infiltração da água e natural dissolução dos minerais promovida por esta.  No fundo do Algar existe uma pequena lagoa, alimentada pela água da chuva. Absolutamente belo e espectacular!! A circulação pelo interior fresco e húmido do Algar é relativamente fácil, mas requer descer e subir muitos degraus.


A entrada no Algar do Carvão é feita atravessando um túnel que desemboca directamente na parte cimeira da chaminé.





Estalactites de sílica amorfa.

Lagoa no fundo do Algar, preenchida por água da chuva.



















































































Durante a subida, até à saída, é possível obter uma perspectiva fantástica da chaminé.









































Havíamos adquirido um bilhete combinado para visitar o Algar do Carvão e outra estrutura de enorme interesse, a Gruta do Natal. Este tubo de lava, parte integrante da área protegida da Serra de Santa Bárbara e Mistérios Negros, é uma estrutura com 697 metros de extensão onde podem observar-se escorrências de diferentes tipos de lava, estafilites e pequenos balcões laterais. Mais um verdadeiro monumento natural de enorme beleza, a não perder.

Gruta do Natal.

Basalto, ao pormenor.
































A circulação no interior do tubo de lava requer bastante atenção e obriga a uso de capacete de
protecção, fornecido à entrada. O pavimento encontra-se em estado natural e é bastante acidentado. 
O uso de calçado fechado é quase obrigatório, pelo risco de cortes na rocha afiada.



À saída da Gruta do Natal encontramos, em frente, uma densa área arborizada, de Criptomérias, e a Lagoa do Negro, local de vital importância para cerca de 150 espécies de aves. Juntamente com a Gruta do Natal, a Lagoa do Negro constitui um importante vestígio da actividade vulcânica, nomeadamente das escorrências lávicas do vulcão que originou a Serra de Santa Bárbara.

Lagoa do Negro.


Após uma breve paragem, para repor energias, seguimos em direcção às Furnas do Enxofre, uma vasta área de vulcanismo secundário situada na vertente sul do vulcão do Pico Alto. Existe um percurso bem delimitado e sinalizado que permite observar de perto as diversas fumarolas existentes, bem como a deposição de argilas e cristais de cores diversas, sendo o enxofre o elemento mais abundante. Também encontramos, nesta região, várias espécies de plantas endémicas de elevada importância. O odor característico do sulfureto de hidrogénio faz-se sentir de forma quase permanente, bem como a elevada temperatura de algumas fumarolas, tal a pujança com que os gases são emanados.

Furnas do Enxofre.


























































Para o final do dia estava reservado um momento de diversão e relaxamento. Dirigimo-nos mais para norte, em direcção à freguesia de Biscoitos, famosa pela produção do vinho Verdelho, cultivado entre curraletas de pedra, e pelo clima muito próprio, semelhante ao de uma fajã. Parcialmente coberta por basalto, a localidade de Biscoitos é também famosa pela qualidade das suas piscinas naturais, que aqui atraem muitos veraneantes.

As piscinas naturais dos Biscoitos são um dos locais mais famosos da Terceira.

Os Biscoitos fazem as delícias dos miúdos...

... e dos graúdos!!











































































Deixamo-nos levar pelo tempo e aqui ficamos até ao pôr-do-sol, a gozar a excelente temperatura do mar, por entre saltos e mais saltos!! No final ficou a promessa de regressarmos a Biscoitos, no dia seguinte, para um banho mais demorado.

O regresso a casa aconteceu já depois das 21 horas e, atendendo ao adiantar da hora, decidimos fazer um desvio até Angra do Heroísmo para jantar. O repasto, delicioso, no Dona Pizza, foi a melhor forma de terminar um dia memorável!

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Açores - Ilha Terceira (1ºdia)


Cratera vulcânica, Monte Brasil.
A nossa mais recente aventura no arquipélago dos Açores começou na Ilha Terceira. A Terceira assume uma posição económica e política estratégica no grupo central do arquipélago e é a segunda ilha mais habitada, logo a seguir a São Miguel. São cerca de 56 mil habitantes dispersos por 2 concelhos e 30 freguesias. A cidade de Angra do Heroísmo é um dos mais importantes cartões de visita da ilha mas, como pudemos comprovar,  existe muito mais para ver. 

Aterrámos na Base Aérea das Lajes ao final da manhã, com muito sol, calor e humidade, com aquele entusiasmo natural de quem inicia um período merecido de férias. Depois das breves formalidades no rent-a-car, seguimos para o nosso alojamento, situado na freguesia da Ribeirinha. Esperava-nos uma casa muito simpática em ambiente 100% rural, com uma vista fantástica sobre o mar e os Ilhéus das Cabras, e ainda um pequeno cabaz de produtos açoreanos que muito apreciamos, cortesia do anfitrião da Casa da Maria.







































No início da tarde iniciamos a exploração da ilha, com a subida a um pequeno miradouro com perspectivas sobre os Ilhéus das Cabras e sobre Angra do Heroísmo e o Monte Brasil. Em redor, a paisagem predominante da Terceira revela-se, com extensas áreas de cultivo e pastorícia, fortemente delimitadas por muros de pedra vulcânica. Uma verdadeira imagem de marca!!

Os Ilhéus das Cabras são vestígios de um cone vulcânico, entretanto desmantelado pela erosão.





























Ao fundo, a imensa mancha verde da reserva natural do Monte Brasil em frente à cidade Património Mundial da Humanidade, Angra do Heroísmo!























Como o calor apertava decidimos experimentar a Prainha, uma pequena baía com excelentes condições para a prática balnear, localizada a norte do centro histórico de Angra do Heroísmo,  muito frequentada pelos habitantes locais. Infelizmente o dia não estava bom para banhos, uma vez que o mar se encontrava repleto de seres altamente urticantes, as famosas Águas Vivas, vulgarmente conhecidas por alforrecas. Ainda assim foi impossível conter o ímpeto dos rapazes e o saldo final foi de "apenas" 3 queimaduras ligeiras (Pai, filho mais velho e um dos gémeos).

Prainha, Angra do Heroísmo.






















A apreensão dos mais novos, perante um mar irresistível mas... potencialmente electrizante! As águas vivas são frequentes nos mares dos Açores, mas felizmente este foi um encontro único durante as duas semanas que se seguiram.











Depois desta experiência escaldante, seguiu-se a exploração da Reserva Natural do Monte Brasil, uma península de origem vulcânica localizada em frente à cidade de Angra do Heroísmo. Trata-se de uma área de elevada importância, com miradouros fantásticos, grandes extensões de área verde e arborizada e património de elevado interesse histórico, tais como o Castelo e Fortaleza de S. João Baptista (Séc. XVI), bem como peças de artilharia anti-aérea aqui implantadas durante a segunda guerra mundial. 

Vista sobre a cidade de Angra do Heroísmo a partir de um dos vários miradouros existentes no Monte Brasil.


Pico das Cruzinhas, monumento comemorativo do 5º centenário do descobrimento dos Açores.

Peça de artilharia anti-aérea (2ª Guerra Mundial).





























Surpreendidos por um Gamo (fêmea), uma das várias espécies que habitam o Monte Brasil. 



À esquerda, o forte de S. João Baptista.


Regressamos à Ribeirinha já ao final da tarde, cansados, após um dia longo. Acordados desde as 4h da manhã, em virtude dos horários matutinos dos voos, precisávamos de retemperar forças para o dia seguinte. E estávamos no local certo para isso. Os Açores são um paraíso, sob todos os pontos de vista, onde se respira paz e tranquilidade.

Escova de cabelo em madeira para princesa / Princess wood burned hair brush


























Hoje decidi partilhar uma escova de cabelo de madeira que pirogravei para uma menina que adora princesas! 
O desenho foi cuidadosamente escolhido pela mãe.

























A peça foi personalizada com o nome da menina e adornada com uma coroa.




segunda-feira, 16 de julho de 2018

AÇORES - Terceira, Flores, Faial e Pico






























Este Verão decidimos conhecer mais algumas pérolas do arquipélago dos Açores. Depois de visitarmos São Miguel, em 2013, ficamos com uma enorme vontade de ver outras ilhas. Após alguma pesquisa e planeamento, a escolha recaiu sobre as ilhas Terceira, Flores, Faial e Pico, exactamente por esta ordem. Depois de mais um intenso ano escolar, as crianças "imploravam" por praia, água, piscinas... e os Açores foram uma escolha certeira. Natureza em estado puro, monumentos naturais de enorme interesse, fauna e flora únicas, um mar delicioso, gastronomia e um clima excepcional, está tudo lá!

O nosso roteiro foi construído em função dos melhores horários dos voos, no sentido de "perder" o menor tempo possível. Todas as viagens foram realizadas no período da manhã, com excepção do regresso ao Porto, que aconteceu ao final do dia. 







Os voos entre os Açores e o continente foram assegurados pela TAP, com escalas em Lisboa (ida) e Ponta Delgada (volta) e os voos inter-ilhas pela SATA (serviço regional). Tudo correu na perfeição, salvo um ou outro pequeno atraso sem impacto directo no nosso planeamento.


Optamos, nas 4 ilhas, pelo alojamento local, longe dos centros urbanos. Queríamos uma experiência mais genuína e, sobretudo, um local onde pudéssemos relaxar. Para as nossas deslocações usamos o automóvel, recorrendo aos serviços de empresas de rent-a-car açorianas (nada contra as grandes empresas internacionais...). Entre voos, alojamento e rent-a-car, trataram-se de umas férias 100% nacionais!

Casa da Maria, Ribeirinha - Ilha Terceira





























Casa da Cascata do Ferreiro, Fajã Grande - Ilha das Flores






























Casas da Fajã, Praia do Norte - Ilha do Faial






























Casas do Vinagreiro, Pontas Negras - Ilha do Pico







































Durante duas semanas fomos capazes de testemunhar a beleza incrível destas ilhas e aproveitar o muito que têm para oferecer. Embora muito diferentes entre si, todas as ilhas têm um enorme encanto natural e paisagens magníficas para oferecer. A tranquilidade e paz que se vive por estas paragens, aliadas às excelentes condições para a prática balnear, bem ao agrado de miúdos e graúdos nesta altura do ano, e à simpatia dos habitantes locais, fazem dos Açores um destino absolutamente paradisíaco. 

Regressaremos, assim que possível, para visitar as 4 ilhas que ainda não conhecemos. A contagem decrescente já começou! Entretanto, acompanhe o relato da nossa experiência ao longo de 14 dias fantásticos, cheios de sol, mar, vulcões, montanhas e cenários de sonho!!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Crackers de aveia e ervas / Oat crackers with herbes




















Há algum tempo que procurava uma receita de bolachas crocantes e saudáveis para incluir nos meus lanches até que, finalmente, encontrei estas crackers de aveia e ervas. Experimentei a receita e o resultado foi perfeito: crackers saudáveis, livres de açúcar e com um sabor delicioso.

Na receita original (que pode encontrar neste blog) são usadas ervas de Provence, no entanto a minha mãe já experimentou substituir essas ervas por erva doce e uma pitada de mistura de pimentas (grãos moídos na hora), tendo resultado também num sabor soberbo!

A receita é muito simples e rápida. Segue a sua descrição, com pequenas alterações que introduzi.


Ingredientes:
200g de flocos de aveia
50g de sementes de linhaça
meia colher (chá) de sal fino
2 colheres de sopa de azeite
100 a 200ml de água a ferver
1 a 2 colheres (sopa) de mistura de ervas de Provence 

Preparação:
Pré-aquecer o forno a 180ºC.
Forrar um tabuleiro de forno com papel vegetal.
Triturar levemente os flocos de aveia (até ficarem mais finos, mas não em farinha).
Adicionar a aveia triturada com as sementes de linhaça, o sal, as ervas e o azeite.
Por fim, misturar a água, pouco a pouco, até obter uma massa pastosa que se despega facilmente da tigela (pode não ser necessária toda a quantidade de água, adicionar pouco de cada vez até obter essa consistência).




















Colocar uma pequena porção de massa sobre o tabuleiro (forrado com a folha de papel vegetal) e com outra folha de papel vegetal (uma porção pequena) espalmar a massa até ficar com espessura de 2 a 3mm. Repetir o procedimento até acabar a massa.




















Levar ao forno cerca de 15-20 min, até estarem bem secas e crocantes.
Retirar do forno, deixar arrefecer e guardar num recipiente bem fechado, para que se mantenham estaladiças por vários dias.




















Levar na próxima marmita e saborear!



quarta-feira, 4 de julho de 2018

Escova de cabelo em madeira com cão e gato / Wood burned hair brush with dog and cat




Esta escova de cabelo em madeira foi pirogravada para uma menina que adora cães e gatos! O desenho foi escolhido pela mãe e adornado com alguns arabescos. Um miminho personalizado muito útil para o seu dia-a-dia.


quinta-feira, 14 de junho de 2018

ISLÂNDIA (12ºdia): Sandgerdi - Keflavik (KEF ✈)













No último dia, bem cedo, iniciamos os preparativos para o regresso. Malas feitas, despejos efectuados, tanques da água potável e combustível cheios, autocaravana lavada... e estávamos prontos. A entrega do veículo nas instalações da Geysir foi rápida e não houve qualquer dano a declarar. Como cortesia, tal como haviam feito no início da viagem, asseguraram, gratuitamente, o transfere até ao hotel (www.bbhotel.is), em Keflavik, onde nos esperava o maior e melhor quarto familiar de sempre!!

Nessa tarde, de 12 de Setembro, festejamos o nosso 13º aniversário de casamento. Entre passeios junto de antigos edifícios militares reconvertidos (Keflavik foi, em tempos, uma base militar dos EUA) e um saboroso jantar num restaurante local, esta foi, sem dúvida, uma tarde diferente.




O dia seguinte, menos interessante, foi passado nas nuvens. Voo até Gatwick com a Easyjet e daí até ao Porto com a TAP, que incluiu um atraso de 4 horas provocado por uma greve dos controladores aéreos franceses. Merci! Valeu-nos a atenção dos serviços da TAP, que asseguraram o jantar no aeroporto. E nada melhor que um frango de churrasco do Nando's para matar a fome.

E assim chegou ao fim a nossa aventura!! Mais do que umas merecidas férias, esta viagem permitiu-nos descobrir um país único, com lugares que não são deste mundo! Um paraíso para quem ama a natureza a as suas manifestações mais grandiosas! Encheu-nos as medidas!!


Para conhecer toda a aventura clique aqui: ISLÂNDIA 2017: 12 dias em autocaravana
Para relembrar o 11º dia desta aventura na Islândia clique aqui: Thingvellir - Silfra - Sandgerdi

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...