quinta-feira, 16 de novembro de 2017

ISLÂNDIA (5ºdia): Dalvik - Akureyri - Godafoss - Mývatn




























Após o pequeno almoço, deslocamo-nos até ao escritório da Artic Sea Tours,  situado em frente ao porto de Dalvik, para mais uma aventura. Desta feita o propósito seria a observação de baleias!

A Islândia é um dos melhores locais na Europa para observação de baleias. Estando situada numa zona de confluência entre as águas frias do Oceano Árctico e as mais temperadas do Atlântico, a ilha beneficia de grande abundância de pescado e vida marinha. O elevado número de horas de luz durante os meses de verão e a pouca profundidade do fundo oceânico na envolvente costeira são, também, factores decisivos para que estes gigantes do oceanos procurem estas paragens para se alimentarem com toda a tranquilidade. 

Depois de efectuado o check-in, e já devidamente equipados com fatos quentes e impermeáveis da reputada marca islandesa 66ºNorth, fomos conduzidos até ao barco que nos levaria por entre as tranquilas águas do fiorde Eyjafjordur. A neblina matinal, recortada, ao longe, pelos cumes gelados das montanhas, começava a dissipar-se e a visibilidade a aumentar!

Os exploradores em direcção ao porto de Dalvik. As crianças vestem de vermelho, o que facilita a supervisão e controlo de movimentos a bordo.






















O nosso transporte para a viagem! No passado ao serviço da pesca, este pequeno barco foi restaurado e é hoje utilizado pela Artic Sea Tours para observação de baleias nas tranquilas e ricas águas de Dalvik. 


Os gémeos conferenciavam e procuravam, atentamente, as baleias. Não há chuva, vento ou frio que perturbe! Fiquei 100% fã deste equipamento!





















Chegados à "zona de observação" o suspense aumentou. A redução súbita da potência dos motores e o silêncio que, de repente, invadiu o convés, fez aumentar a ansiedade. Era uma questão de tempo até aparecer a primeira baleia. Entretanto, outra embarcação juntou-se a nós e aguardou, pacientemente.



Não foi preciso esperar muito para assistirmos ao primeiro encontro. Subitamente, e sem aviso, uma baleia de bossa (Megaptera novaeangliae) surgiu no horizonte e deslizou tranquilamente por entre os barcos, para enorme contentamento de todo o "auditório". A baleia de bossa é uma das mais enérgicas e acrobáticas das grandes baleias. Revela grande curiosidade e não aparenta temer a presença humana e/ou de embarcações. Pode medir até 15 metros e pesar até 30 toneladas! 


Na imagem são visíveis a barbatana dorsal baixa e de base larga, bem como a longa barbatana peitoral direita que, embora submersa, é facilmente identificável pela sua cor branca.




























Ao longo de vários minutos fomos observando algumas baleias, relativamente próximas da embarcação, embora por períodos de tempo relativamente curtos. Várias foram aquelas que emergiram, lançando uma enorme coluna de vapor pelo espiráculo, para, pouco tempo depois, mergulharem de novo, elevando a cauda, num movimento que lhes é característico.


A respirar fundo para mergulhar...



























Os mergulhos da baleia de bossa duram entre 3 a 9 minutos, mas podem ficar submersas até 45 minutos. A cauda da baleia de bossa é única: é larga, com lobos irregulares e nodosos, parte superior escura ou quase preta e distinto entalhe em V no meio.




























A experiência, até então, tinha sido bastante satisfatória e a máquina fotográfica já havia sido disparada mais de uma centena de vezes. Estávamos a adorar cada momento a bordo! Mas, quando nada faria prever, algo de extraordinário aconteceu! 


Somos insignificantes ao pé de um animal assim!! Apesar do tamanho, as baleias deslocam-se com grande agilidade e suavidade. Aqui, ligeiramente voltada para a sua direita, com a boca bem visível.

Este belíssimo animal acercou-se do barco e presenteou-nos com uma "exibição" de luxo. Foram mais de 30 minutos de encantamento, a correr de um lado para o outro no convés, tentando acompanhar esta extraordinária criatura, que ziguezagueava por entre as ondas e a embarcação. As crianças estavam deliciadas e, ao mesmo tempo, incrédulas com tamanho porte! A proximidade era tal que quase dava para tocar na baleia! Um momento mágico!!


Na imagem é bem visível a protecção proeminente dos espiráculos (abertura exterior para o trajecto nasal semelhante às nossas narinas), localizada na região superior da cabeça. O espiráculo duplo é uma característica das baleias com barbas.




























Esta magnífica criatura brindou-nos com mimos. Foram mais de 30 minutos de pura exibição e enorme proximidade. Um encontro que fica na memória para toda a vida!



























A característica mais distintiva desta espécie é a série de protuberâncias ou tubérculos que cobrem a região da cabeça à frente dos espiráculos e grande parte da maxila inferior.






















































Apanhada a espiar-nos! A curiosidade destes seres é conhecida e, nesta foto, é bem visível o olho esquerdo da baleia, a tentar, talvez, observar-nos de perto! 



























Momento absolutamente fantástico e delicioso,! A nadar em posição invertida, a baleia expõe o ventre estriado e as enormes barbatanas peitorais, num movimento delicado e suave que me deixa em lágrimas!! Indescritível!!!







Sem dúvida, um dos momentos mais altos desta viagem! A imagem fala por si!!



























A inequívoca barbatana peitoral da baleia de bossa é a maior de todos os cetáceos.



























A tripulação foi incansável, e tudo fez para proporcionar uma excelente experiência a bordo. Foram 3 horas no mar, com direito a muitas baleias, pescaria e chocolate quente!! Muito bom!!














Esta aventura superou todas as minhas expectativas! Depois de ter avistado baleias em 2009 (Moorea - Polinésia Francesa) e em 2010 (Kaikoura - Nova Zelândia), e de uma tentativa falhada em 2013 (São Miguel - Açores), este encontro foi o cumprir de um sonho que me acompanha desde sempre. O meu fascínio por estes gigantes do oceano é enorme, e ter tido o privilégio de observar uma baleia de bossa nestas condições encheu-me de felicidade e satisfação. 

De regresso a Dalvik, ainda houve tempo para uma bela pescaria. O fundo oceânico, nesta região, é riquíssimo. Em pouco tempo, estes pescadores de ocasião sentiram-se verdadeiros profissionais!










































Cinco minutos bastaram para o meu marido assegurar o almoço, com dois exemplares de qualidade! 




































Um membro da tripulação prepara o peixe acabado de pescar...



























...sob o olhar atento do meu filho mais velho, que aproveitou para lançar as carcaças ao mar...



























...para enorme contentamento das gaivotas! 




Já com os pés bem assentes na terra, ainda houve tempo para degustar o peixe que pescamos a bordo. Um pequeno convívio entre os participantes, para terminar a experiência em grande, e abrir o apetite para o almoço.

Do mar para o prato, com um sabor sem igual!
























Depois do almoço, a chuva regressou. Mas isso não impediu os miúdos, e os seus amigos islandeses, de jogarem mais uma partida de futebol, desta feita para a despedida. 

Foi já depois das 16 horas que saímos de Dalvik, retomando a N1 em direcção à segunda maior cidade da Islândia, Akureyri, onde fizemos uma pausa para comprar alguns víveres. Continuando na N1, contornamos o fiorde e subimos em direcção a Svalbardseyri, com vistas privilegiadas sobre Akureyri. 


Vista sobre Akureyri, na vertente este do fiorde Eyjafjordur.



























Ainda houve tempo para um pequeno desvio no sentido de observar um belíssimo farol alaranjado que despertou a nossa curiosidade.


O farol de Svalbardseyri foi construído em 1920 e ainda se encontra em pleno funcionamento.



























O próximo objectivo encontrava-se a pouco mais de 40 km. A imponente queda de água Godafoss (catarata dos deuses), com 12 metros de altura e cerca de 30 de largura, é um dos locais mais visitados da Islândia. Reza a história que, no ano 1000, o impulsionador do cristianismo no país, Thorgeir Thorkelsson, terá atirado para estas quedas de água algumas figuras pagãs reverenciadas até então. A água que aqui corre provém do maior glaciar da Europa, o Vatnajokull. 














































Regressamos à N1 com o propósito de nos aproximarmos, o mais possível, do destino a visitar no dia seguinte. Jantamos na localidade de Laugar e, para pernoita, escolhemos a última área de repouso antes de chegarmos à zona de Mývatn. Noite tranquila, na companhia de mais duas autocaravanas.


Para conhecer toda a aventura clique aqui: ISLÂNDIA 2017: 12 dias em autocaravana

4 comentários:

  1. É lindo!!! Para a próxima leva-me contigo.

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    1. Obrigada por passares por cá e pelo cuidado em deixar um comentário!! Fico contente por gostares! Tenho a certeza que vais adorar se lá fores!! :-)

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  2. Fotos fantasticas! vulcões e baleias... e mais não digo porque já sabes!

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    1. Obrigada!! É verdade, vulcões, baleias e tantas outras coisas que adoro! Da vontade de disparar a máquina fotográfica para todo o lado!! :-) Beijinho

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